SAUDAÇÃO
O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.
Pres: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
(Silêncio contemplativo)
Leitor 2: Jesus, o único totalmente inocente, aceita o silêncio diante de uma sentença injusta. Quantas vezes, em nossas comunidades ou em minecraft, condenamos alguém sem nem tentar entender o seu lado? A fofoca, o julgamento apressado e a exclusão de quem pensa diferente de nós são formas de "condenar" o irmão. Para que sejamos um, precisamos aprender a ouvir antes de julgar e a amar antes de apontar o erro. A unidade morre quando o nosso ego se torna o juiz do próximo.
Ass: Senhor Jesus, que fostes condenado injustamente, perdoai as vezes em que usamos nossas palavras para ferir ou excluir alguém. Dai-nos um coração manso que não busca ter sempre a razão, mas que busca a paz. Que no nosso convívio, em vez de dedos apontados, tenhamos ouvidos abertos para acolher a verdade do outro. Fazendo-nos entender que a união da Igreja começa no respeito que temos por cada pessoa que caminha conosco.
Canto: A morrer crucificado, meu Jesus é condenado; por teus crimes, pecador. Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Leitor 2: No meio da dor, Jesus encontra o olhar de Maria. Ela não diz nada, mas a sua presença diz tudo: "Eu estou aqui com você". Na Igreja, somos chamados a ser essa presença de consolo. Para que todos sejam um, precisamos de um coração de mãe, que acolhe a todos sem perguntar quem é mais importante. Maria é o nó que une todos os filhos de Deus. Quando olhamos para ela, lembramos que somos todos irmãos e que a nossa casa é a Igreja, onde ninguém deve se sentir órfão ou sozinho.
Ass: Ó Maria, Mãe da Unidade, olhai para as nossas comunidades virtuais e presenciais. Muitas vezes nos sentimos sozinhos ou incompreendidos, mas o vosso olhar nos recorda que fazemos parte de uma grande família. Ensinai-nos a acolher os novos irmãos com o mesmo carinho com que acolhestes Jesus no caminho do Calvário. Que a vossa intercessão ajude a derrubar os muros do preconceito e da indiferença, para que realmente vivamos como uma família unida pelo amor de Deus.
Canto: De Maria lacrimosa, no encontro, lastimosa, vê a imensa compaixão. Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Leitor 2: Simão não conhecia Jesus, mas foi chamado a ajudar. Isso é o que significa ser Igreja: ajudar o outro mesmo quando não o conhecemos bem ou quando não é conveniente para nós. No mundo digital, o "Cireneu" é aquele que ensina um comando a quem não sabe, que defende quem está sofrendo ofensas, ou que dedica tempo para ouvir o desabafo de um amigo. A unidade se constrói com gestos práticos de ajuda mútua. Ninguém deve carregar o peso da vida ou da missão sozinho se estamos todos no mesmo "servidor" de Cristo.
Ass: Jesus, fazei-nos prontos para ajudar. Que a gente não passe reto diante do sofrimento do irmão, achando que o problema dele não é nosso. Dai-nos olhos atentos para perceber quem está cansado e mãos generosas para dividir o trabalho. Que na nossa Assembleia e no nosso dia a dia, a gente aprenda que a verdadeira força da Igreja está na nossa capacidade de carregar os fardos uns dos outros, vivendo a caridade que nos torna verdadeiramente um em Vós.
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Leitor 2: Verónica teve coragem. No meio da multidão que gritava, ela viu a face sofrida de Jesus e agiu. Hoje, o rosto de Cristo está escondido em cada pessoa que sofre, que é excluída ou que está triste atrás de uma tela de computador. Limpar o rosto de Jesus é ter a coragem de ser gentil em ambientes onde o ódio é comum. Quando agimos com misericórdia, a imagem de Deus brilha em nós. A unidade acontece quando enxergamos o Cristo no outro e fazemos de tudo para aliviar a sua dor.
Ass: Senhor Jesus, dai-nos a coragem de Verónica. Que a gente não tenha medo de ser "diferente" e de agir com bondade mesmo quando todos estão sendo rudes. Que o nosso modo de falar e agir seja como aquele lenço que limpa as lágrimas e o sofrimento de quem cruza o nosso caminho. Gravai o Vosso rosto em nosso coração, para que as nossas ações mostrem ao mundo a beleza da Vossa Igreja e o poder da união entre os cristãos.
Canto: O seu rosto ensanguentado, por Verônica enxugado, eis, no pano, apareceu. Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
(Silêncio contemplativo)
Leitor 2: Jesus está quase sem forças, mas levanta-se para chegar ao fim. Essa queda representa o desânimo profundo que às vezes sentimos quando tentamos fazer o bem e tudo parece dar errado. Na evangelização digital ou na paróquia, há momentos em que a unidade parece impossível. Mas a Igreja não é mantida pela nossa força, e sim pela força de Deus. Quando chegamos ao nosso limite, é que a Graça de Deus age. Levantar-se pela terceira vez é um ato de fé pura na vitória do amor sobre a divisão.
Canto: Cai terceira vez prostrado, pelo peso redobrado, dos pecados e da cruz. Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
(Silêncio contemplativo)
Leitor 2: Jesus fica sem nada. Ele é humilhado diante de todos. Para que a Igreja seja unida, precisamos também nos "despir" de muitas coisas: do nosso orgulho, da mania de querer ser o mais importante, dos nossos preconceitos. No jogo da vida, muitas vezes queremos ostentar "armaduras" e "itens" de superioridade. Mas, diante da Cruz, somos todos iguais. A unidade só acontece quando ficamos "nus" de vaidade e nos vestimos apenas de Cristo. A simplicidade é o que une os corações.
Ass: Jesus, que fostes despojado de tudo, tirai de nós o desejo de aparecer e de ser melhores que os outros. Lavai a nossa alma de toda inveja e competitividade negativa. Que a nossa única riqueza seja a Vossa amizade e a nossa união com os irmãos. Que a gente aprenda a valorizar mais o "ser" do que o "ter", e que a nossa comunidade seja reconhecida pela simplicidade e pela acolhida, onde todos se sentem iguais e amados.
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
(Silêncio contemplativo)
Leitor 2: Jesus é pregado para não mais fugir do Seu compromisso de amor. Muitas vezes, nossa busca pela unidade é passageira: somos amigos enquanto tudo está bem, mas "fugimos" quando surge um problema. Estar pregado na cruz com Jesus é assumir o compromisso fiel de não abandonar a Igreja, mesmo quando ela tem defeitos. É decidir amar o irmão difícil, mesmo quando o cravo da incompreensão nos dói. A unidade é um compromisso de sangue e fidelidade que não volta atrás.
Ass: Senhor, que os Vossos cravos nos ensinem a fidelidade. Não deixeis que a gente abandone os nossos irmãos quando as coisas ficam difíceis. Pregai o nosso coração à Vossa vontade, para que a gente não mude de lado conforme o vento. Que a nossa união não seja de palavras, mas de vida, permanecendo firmes na fé e na caridade, custe o que custar, para que o mundo veja que o nosso amor é verdadeiro e duradouro.
Canto: Sois por mim à cruz pregado, insultado, blasfemado, com cegueira e com furor. Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
(Silêncio contemplativo)
Leitor 2: No momento da morte, Jesus entrega o Seu Espírito. O véu do templo se rasga e a humanidade é reconciliada com Deus. A morte de Jesus é o nascimento da unidade total: judeus, pagãos, santos e pecadores, todos são alcançados pelo Seu sangue. Para que todos sejam um, algo em nós precisa morrer: o nosso ego, o nosso egoísmo, a nossa vontade de dominar. Quando morremos para nós mesmos, Cristo vive em nós, e é Ele quem realiza a união que nós sozinhos não conseguimos fazer.
Ass: Adoramos-Vos, Senhor, e agradecemos pelo Vosso sacrifício. No silêncio da Vossa morte, pedimos que morra em nós tudo o que nos separa dos irmãos. Que o Vosso sacrifício nos ensine que o maior ato de amor é dar a vida pelo próximo. Que a Eucaristia, que celebramos em memória da Vossa morte, seja sempre o alimento que nos une e a força que nos faz ser um só corpo e um só espírito, para a glória do Pai.
Canto: Meu Jesus, por mim morrestes, por meus crimes padecestes. Oh, que grande é minha dor! Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
(Silêncio contemplativo)
Leitor 2: O corpo de Jesus é tratado com carinho por um pequeno grupo de amigos fiéis. A unidade também se manifesta no cuidado com o "corpo" da Igreja, que são as pessoas. Quando alguém está desanimado, quando um grupo se desfaz ou quando um irmão erra, somos nós que devemos "descer da cruz" com cuidado e misericórdia. Não podemos deixar ninguém jogado ou esquecido. Cuidar dos restos mortais de Jesus é cuidar da santidade da nossa comunidade e da dignidade de cada pessoa.
Canto: Do madeiro vos tiraram e à Mãe vos entregaram, com que dor e compaixão! Pela Virgem dolorosa, nossa Mãe tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus!
Ass: Porque, pela vossa Santa Cruz, remistes o mundo!
Pai Santo, Ao final deste caminho de dor e de amor, nosso coração se volta para Vós com gratidão. Percorremos os passos de Vosso Filho e vimos que a Cruz é, na verdade, a ponte que une o céu e a terra, e o altar onde todas as nossas divisões são vencidas pelo perdão.
Senhor, nós Vos pedimos: abençoai a nossa comunidade. Que as reflexões desta Via-Sacra não fiquem apenas em nossas mentes, mas se transformem em gestos concretos de fraternidade. Que no grande "servidor" da vida, sejamos construtores de paz e não de muros; que nossas palavras sejam de bênção e não de julgamento; e que nossa presença seja um reflexo da Vossa luz, capaz de iluminar as periferias do mundo e os espaços digitais onde habitamos.
Pedimos de modo especial por todos os que participaram desta Assembleia e por todos os que peregrinam na fé: que o desejo de unidade de Jesus, "Para que todos sejam um", seja a nossa bússola. Que sejamos uma Igreja que caminha junta, que se levanta após cada queda e que nunca desiste de buscar o irmão que se perdeu.
Ao olharmos para o sepulcro vazio, recordamos que a morte não tem a última palavra, mas sim a Ressurreição. Que a alegria de sermos Vossos filhos nos dê forças para vivermos em comunhão hoje e sempre, até o dia em que nos encontraremos todos na Jerusalém Celeste, onde a unidade será plena e o Vosso amor será tudo em todos.
Fazei-nos um, Senhor, como Vós sois um com o Filho e o Espírito Santo.
Amém.
Segue-se o rito de despedida. O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:
Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.
Ass: Porque é eterna a sua misericórdia.
O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
Ass: Amém.
Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Feliz daquele que foi perdoado da sua culpa, e absolvido dos seus pecados. Alegrai-vos, irmãos, e exultai no Senhor. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.














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